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No limiar da idade clássica, numa época de crise espiritual com o confronto entre a ciência escolástica tradicional, de matriz aristotélica, e a nova ciência matemática da natureza de Copérnico, Kepler e Galileu, Descartes (1596-1650) decide-se pela refundação radical da filosofia. Tratava-se de determinar os princípios absolutamente indubitáveis de uma inteligibilidade possível do mundo. O Discurso do método, um dos textos mais famosos da história da filosofia, é a primeira exposição dessa experiência de pensamento do autor,reexposta depois nas suas Meditações metafísicas. A dúvida, o «eu penso», as ideias inatas, a distinção dos dois sujeitos, eu empírico e ego cogitans, o dualismo das substâncias, o Infinito como fundamento, etc., etc.: toda uma revolução filosófica operada pelo cartesianismo, toda uma viragem metafísica, toda uma descoberta da subjectividade, da esfera egológica, da imanência do pensamento a si mesmo, desconhecida da filosofia antiga. Descartes, «o verdadeiro iniciador da filosofia moderna, na medida em que tomou o pensar por princípio» (Hegel).