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Este livro trata de dois húngaros de grande talento. As suas trajetórias cruzaram-se várias vezes e houve momentos em que parecia que poderiam trabalhar juntos. O mais velho dos dois, György Soros, chegou à política húngara em 1984, cheio de planos para transformar a sociedade. Não demorou muito para chegar a um acordo com os líderes do estado unipartidário e lançar a Fundação Soros, que desde então se tornou um conceito muito conhecido em todo o mundo. O mais jovem, Viktor Orbán, irrompeu na política húngara, no final dessa década, e imediatamente se tornou o líder das forças que queriam a mudança do regime e a encarnação da esperança daqueles que queriam uma Hungria nova e democrática. Soros reconheceu imediatamente um futuro nele e apoiou-o com uma viagem de estudos ao estrangeiro. Poderia ter sido o início de uma bela amizade. Mas não veio a ser.
Gábor G. Fodor, na sua monografia, apresenta o duelo Orbán-Soros como uma eterna luta polarizada em dois princípios: De um lado, temos a posição universal-horizontal de Soros, que sendo contra a noção de “sociedade fechada”, vê as fronteiras entre os países como algo negativo que deve ser ultrapassado. Para Soros, a comunidade natural não são os Estados-Nação, mas a Humanidade no geral. As fronteiras entre os países devem, assim, perder o seu significado e fará até sentido, na sua perspetiva, substituir progressivamente os Estados-Nação por instituições internacionais assentes numa Democracia Liberal de cariz Globalista. Do outro lado, temos a posição particular-vertical de Orbán, que defende a Nação acima de tudo, valorizando a Hungria e a particularidade da sua Cultura. A sua perspetiva, por ser mais conservadora e ligada a uma determinada tradição espiritual, dá enfase a uma Democracia Cristã, que se opõe ao Liberalismo, e entende que os seus princípios estão baseados em Deus, que criou o homem e as nações que, somente por Ele, serão condenadas ou glorificadas.